Dori Caymmi não veste Giorgio Armani |
entrevistado por
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| Bonfá e Dick Farney |
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DC: Tem havido uns concertos em homenagem ao Tom. O primeiro tributo, eu fui convidado, tinha o Lee Ritenour, o Dave Grusin. Nana foi com Danilo. Eu recusei terminantemente; não posso cantar Tom Jobim que eu choro, acabou. Aí, um ano depois, um amigo me ligou de Nova York, falou pô, tem orquestra aqui, eu quero que você me escreva uma coisa e cante uma coisa pro Tom. Digo: Não, não sei... -Pô, mas vai ser legal. Bom, fui. No ensaio já chorei, cantando a dele com Bonfá: (Dori canta) A correnteza do rio vai levando aquela flor... Que tem uma fase do Tom com Bonfá que é uma glória!
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LR: Dori, aqui vai uma pergunta importante. O que é o Tom pra você?
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DC: Tom Jobim... Eu tenho duas fases da música popular brasileira, o primeiro tempo começa com Dorival Caymmi, o segundo tempo, Antonio Carlos Jobim. Todo o resto que me cercou eu acho maravilhoso, eu elogio, eu acho fantástico, os meus contemporâneos aí, o Ary Barroso, de quem eu tive bronca porque ele deu uma entrevista uma vez, que eu li, dizendo uma coisa do Papai no jornal que eu queria matar o Ary; depois não era nada disso, quer dizer, era um cara até amigo do Papai, eu é que era uma besta... Mas eu era menino, fiquei chateado né, porque você... o pai é o herói. Se vai falar mal do meu pai vai ter porrada até morrer. E do Tom. Papai entra na minha vida com a importância de um homem que criou uma família com esses olhos, tocando violão e cantando a melhor música que tem nesse país.
O Tom é o segundo pai. Nos ensaios e no estúdio de gravação, vem mostrar que é importante o acorde, a harmonia, a percepção toda, a melodia, o encanto da orquestração, o detalhe, todos os detalhes, tudo o que há de melhor...
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Dori Caymmi: compositor, cantor, arranjador, filho de Dorival.
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